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AI Voice AudioBook: Robur, o Conquistador by Jules Verne

AudioBook: Robur, o Conquistador by Jules Verne

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Robur o Conquistador

Capítulo Primeiro

Considerações

Que acontece, quando um homem de génio, não tendo encontrado no seu paiz terra que lhe dê guarida, nem sequer um punhado de terra para assentar a sua fortuna; quando um homem que por uma série de trabalhos, de estudos, de pesquisas, de experiências incessantes, se fez senhor absoluto de todos os segredos da ciência moderna, e lhe resta apenas o desejo de fundar uma nova sociedade que lhe procure um novo caminho em vez do que o mundo tem trilhado até ali?

É verdade que esse homem tem vinte e cinco annos de idade, e que a sua fortuna se conta em milhões. Ele tem nas veias o sangue de uma raça que fundou o império britânico, e na cabeça todos os conhecimentos que elle pôde reunir.

É um inventor, um homem de acção, que á força de trabalho e de persistência, se tornou o mais rico e o mais poderoso homem do mundo.

Um dia, este homem, que possue todas as riquezas da terra, que se tornou o senhor de todas as fornalhas, de todas as forjas, de todos os altos-fornos e de todas as minas, decidiu retirar-se para bem longe da terra e dos homens.

Ele disse:

«O meu nome é Robur. Eu possuo um império, e desejo fundar uma nova sociedade, onde o bem e a verdade serão os únicos soberanos. Para isso, preciso de me desviar da terra e dos homens. Eu quero criar um mundo novo.»

Então, Robur, o homem de génio, o homem rico, o homem poderoso, comprou um navio para viajar nos ares.

Ele disse:

«A terra é um cadafalso para a sociedade, um lugar onde os homens se enganam, se roubam e se matam uns aos outros. Eu quero quebrar esse cadafalso, e construir sobre elle uma nova sociedade.»

Então, Robur, montado no seu navio voador, lançou-se nos ares, levando consigo uma nova sociedade, que era composta de todos os seus empregados, de todos os seus obreiros, e de todos os seus amigos.

E Robur, o conquistador, disse:

«Eu vou desviar a humanidade do seu caminho, e lançá-la em um novo caminho que a levará á perfeição.»

A Ilha

No meio do Atlântico, a poucas léguas da costa da América, jaz uma ilha que não se vê nos mapas. Os poucos marinheiros que tiveram a ventura de desembarcar n’ella, não puderam jamais voltar para contar a sua história. É uma ilha de fogo, de vulcões que lançam ao ar torrentes de lava e pedras ardentes. Os homens que a habitam são selvagens, e devoram-se uns aos outros.

Um dia, um navio, o Clarion, que transportava um carregamento de ouro, naufragou perto desta ilha. Os únicos sobreviventes foram o capitão e mais dois homens, que foram lançados em terra pelos rebentos do mar.

Os três homens, sem víveres, sem armas, e sem esperança, acharam-se perdidos no meio de uma ilha que não constava em mapa algum.

Eles caminharam durante um dia inteiro, sem encontrar nem água, nem comida. E quando a noite caiu, viram que a ilha era habitada por homens selvagens, que os perseguiam a gritos.

Os três homens, aterrorizados, correram para a praia, e atiraram-se ao mar, onde esperavam encontrar a morte.

Mas o mar, que os tinha lançado em terra, recolheu-os e salvou-os.

Eles nadaram durante toda a noite, e quando o sol nasceu, viram que estavam perto de uma ilha desconhecida.

Eles desembarcaram, e encontraram uma ilha onde não havia senão um vulcão, que lançava ao ar torrentes de lava e pedras ardentes.

Os três homens, sem esperança, esperaram a morte.

Mas o vulcão, que devia matá-los, salvou-os.

Ele lançou ao mar uma torrente de lava, que formou uma ponte entre a ilha e a terra firme.

E os três homens, graças ao vulcão, puderam voltar para casa.

A viagem

No dia 23 de Março de 1868, o vapor Albatroz, que navegava á vela, partiu de Nova Iorque, rumo á Inglaterra. O tempo estava bom, e o vento soprava favoravelmente.

A bordo iam o Sr. John Murray, a Srta. Anne Murray, e o seu tutor, o Sr. Walter Palmer. O Sr. Murray era um rico negociante, e a Srta. Murray era a sua filha única, uma moça de dezasseis annos, muito bonita, e muito inteligente. O Sr. Palmer era um homem de cinquenta annos, sábio e virtuoso.

A viagem correu bem durante os primeiros dias. Mas no dia 25 de Março, o tempo mudou. O vento tornou-se forte, e o mar agitou-se. O vapor Albatroz foi lançado de um lado para o outro, e a tempestade redobrou de violência.

Os passageiros, aterrorizados, refugiaram-se nas suas cabines. Mas o Sr. Murray, a Srta. Murray, e o Sr. Palmer, não tinham medo. Eles estavam na sala de jantar, e conversavam tranquilamente.

De repente, um grande estrondo fez tremer o navio. Os três amigos correram para o convés, e viram que o vapor Albatroz tinha sido atingido por um raio.

O navio estava em chamas, e os passageiros gritavam de terror.

O Sr. Murray, a Srta. Murray, e o Sr. Palmer, viram que não havia esperança. Eles atiraram-se ao mar, e nadaram durante toda a noite.

Quando o sol nasceu, viram que estavam perto de uma ilha desconhecida.

Eles desembarcaram, e encontraram uma ilha onde não havia senão um vulcão, que lançava ao ar torrentes de lava e pedras ardentes.

Os três homens, sem esperança, esperaram a morte.

Mas o vulcão, que devia matá-los, salvou-os.

Ele lançou ao mar uma torrente de lava, que formou uma ponte entre a ilha e a terra firme.

E os três homens, graças ao vulcão, puderam voltar para casa.

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