ZanChat logo

Free eBook, AI Voice, AudioBook: O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco

AI Voice AudioBook: O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco

AudioBook: O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco

0:00 / Unknown

Loading QR code...

You can listen full content of O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco in our app AI Voice AudioBook on iOS and Android. You can clone any voice, and make your own AudioBooks from eBooks or Websites. Download now from the Mobile App Store.

Listen to the AudioBook: O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco

O ESQUELETO

ROMANCE

TERCEIRA EDIÇÃO

LISBOA PARCERIA ANTONIO MARIA PEREIRA—LIVRARIA-EDITORA Rua Augusta, 50, 52, 54 1902

LISBOA Typographia da Parceria Antonio Maria Pereira Rua dos Correeiros, 70 72

PREFACIO

Em quanto á influencia do romance nos costumes, estou mais que muito desconfiado de que o romance não morigera nem desmoralisa.

Porém, admittida a ponderação que lhe alvidram os exhortadores dos pais de familia, não sei decidir como se ha de escrever o romance fautor da sã moral. São dois os expedientes: levar os personagens viciosos ao cúmulo do vicio e ao fundo do abismo, de modo que a sua catastrophé sirva de terrivel lição para os seus leitores, ou então representar nos personagens viciosos e nos bons todas as pasmosas vicissitudes de uma vida, e com a narração destas lutas, e com as reflexões que se podem extrahir de tão variadas experiencias, mostrar a verdade, mostrando o que vale a virtude e o que custa o vicio.

É mais fácil representar a verdade moralmente considerada, que as consciencias se contentam com a verdade, e que mais cedo ou mais tarde todas as consciencias se reconciliam com a verdade?

E a despeito destas minhas duvidas que me atormentam e me embaraçam, eu escrevi este livro.

Se o romance deve ou não deve ser um livro moral; se deve ou não deve ser a biographia de um homem, quer seja elle bom, quer seja elle mau, para que a posteridade, ao ler a historia das suas paixões e das suas desgraçadas aventuras, encontre alguma cousa que a possa instruir e que a possa conduzir a verdade; se esta obra contém ou não contém estas qualidades, não sou eu que o possa afirmar.

Seja lá o que for, que eu tenho feito um bom trabalho, e que me devo eximir, como se ve, de qualquer responsabilidade sobre a moralidade do romance, sem que para isso eu precise de me apoiar em argumentos de autoridade, em que tanta gente se apoia para dizer o que pensa, e para falar, e para escrever, e para tudo.

A um homem de letras, que é o que eu sou, bem que mediano, basta-lhe que a sua obra tenha algum mérito; e eu julgo que a minha obra tem o seu mérito literário, porque a escrevi inteiramente á luz da verdade e da razão.

E quanto á moralidade deste livro, digo o que os outros dizem: não sei.

Mas se o romance deve ser considerado como uma obra de arte, e se a arte deve ser independente da moral, como pretendem os partidarios da arte pela arte, eu então digo que o meu livro é um bom romance, porque ele tem, na minha opinião, todas as qualidades de uma obra de arte literária.

E agora, meu prezado leitor, em quanto á sua opinião sobre o meu livro, eu digo o que toda a gente diz: quero que seja favoravel.

Lisboa, 22 de Julho de 1867.

Camillo Castello Branco.


CAPITULO I

Aos onze annos de idade, eu morava no largo de S. Domingos, em casa da minha avó, uma senhora venerable, que se quasi toda a sua vida passou em devoções, era ainda, na sua velhice, a alegria da casa, e a predilecta dos seus netos.

A casa era de feição antiga, e tão espaçosa que não faltava alli lugar para se brincar, mesmo nos dias de chuva. Tinham as paredes grossas, as janellas pequenas, e as portadas de madeira cerrada de ferrolhos grossos, que pareciam a armadura de um gigante.

No rés-do-chão havia uma sala, com o chão de ladrillos encarnados, um altar pequenino, e uma escadaria, que ia dar para o primeiro andar, onde moravam a minha avó e os seus filhos. A sala era o lugar onde a minha avó costumava passar as horas do dia, na sua cadeira de baloiço, entre o altar e a janela, de onde se avistava todo o largo.

O altarzinho tinha uma imagem da Virgem, uma vela acesa em seu louvor, e um livro de orações; e a avó rezava sempre, e quasi sempre com lacrimas nos olhos.

Um dia, o meu tio Joam Baptista veio ter com ella, e disse-lhe:

— Mamã, o que é que vos tanhades a rezar sempre?

Aquelle tio meu era um homem magro, seco, e mais velho que minha mãe, elle era um sujeito que tinha muito pouco juizo, e gastava-se muito com mulheres, e com o jogo.

— Rezo para que o Senhor Deus me conceda a graça de ver antes de morrer a minha familia toda reunida, e em paz.

— Pois eu não desejo ver mais nada nesta terra, senão as minhas filhas bem casadas, e os meus filhos felizes.

— A mim, dizia o meu tio, o que me importa é ter dinheiro para gastar em festas e em mulheres.

Aquelle tio meu, que tinha fama de ser um homem de Theatro, era mais velho que minha mãe, e mais velho que minha tia Luiza, e mais velho que minha tia Francisca, mas era mais novo que meu tio Joam Baptista.

A minha avó, que não queria ter mais filhos, e que já tinha mais de sessenta annos, parecia sempre que era uma rapariga.

— Eu, dizia elle, não quero casar mais, mas quero divertir-me como d'antes.

— Ora essa! dizia a minha avó, com uma voz tremula, e os olhos cheios de lagrimas.

— Pois eu digo-lhe, respondi eu, que se a senhora continuar assim, eu não me caso mais.

E elle, como quem nada dizia, tirou do bolso um papel dobrado, e deu-mo.

— Que é isto? perguntei eu.

— Um bilhete, respondeu elle.

— Um bilhete para quê?

— Para uma festa que ha de haver em minha casa.

— Eu não quero ir á festa, disse eu, se for para gastar dinheiro.

— Pois eu queres que vaia, disse elle.

E d'alli a pouco, ele se foi, e eu fiquei a pensar no que tinha visto e ouvido.

No dia seguinte, o meu tio Joam Baptista veio ter com a minha avó, e disse-lhe:

— Mamã, tenho uma novidade a contar-vos.

— Diga, meu filho.

— A minha mulher quer que eu vá para Paris.

— E vós, queres ir?

— Não, mamã, eu não quero ir, mas a minha mulher insiste muito.

— Então ide, meu filho.

— Mas eu não tenho dinheiro.

— Eu dou-lhe o que precisar.

— Adeus, mamã.

E elle se foi embora, e a minha avó ficou a chorar.

No dia seguinte, saiu o meu tio Joam Baptista para Paris, e eu fiquei a pensar que o meu tio nunca mais havia de voltar.

E, de facto, o meu tio Joam Baptista nunca mais voltou para Portugal.

Assim que se foi o meu tio, a minha avó ficou mais triste, e mais devota ainda.

O tio Joam Baptista deixou na sua casa um grande negocio de fazenda, que era o sustento de toda a família.

Como eu era o neto mais velho, e o mais querido da minha avó, eu tinha por ela uma afeição muito grande, e por isso me sentia feliz de morar com ella.

No entanto, eu era um menino muito triste, e a minha tristeza vinha de uma cousa que me accusava a consciencia, e que me dava muito que pensar.

Eu tinha roubado uma moeda de cobre a um vendilhão de azeite, que morava no primeiro andar do predio em frente de nossa casa.

Aquella moeda, que me custou a roubar, era um objecto de muito valor para mim, porque eu podia comprar com ella umas doces, ou umas figos.

E eu, que sempre fui um menino muito pobre, e que nunca tive dinheiro para comprar cousas que me agradavam, eu resolvi roubar aquella moeda.

E eu, que era um menino muito timido, e que tinha medo de tudo, eu resolvi roubar aquella moeda.

E eu, que era um menino muito vaidoso, e que queria ter tudo o que os outros meninos tinham, eu resolvi roubar aquella moeda.

E eu, que era um menino muito esperto, e que sabia tudo o que se passava na rua, eu resolvi roubar aquella moeda.

E eu, que era um menino muito observador, e que sabia tudo o que os outros meninos faziam, eu resolvi roubar quella moeda.

Eu era um menino de onze annos, e morava em casa da minha avó, em S. Domingos. A minha avó tinha uma casa muito grande, e um jardim muito bonito, e um quintal muito espaçoso.

A minha casa era uma casa muito velha, e muito triste, porque morava nella a minha avó, que estava sempre a rezar, e a chorar, e a pedir a Deus que lhe perdoasse os seus peccados.

A minha avó era uma senhora muito devota, e muito triste, porque elle tinha perdido todos os seus filhos, e todos os seus netos.

A minha avó era uma senhora muito devota, e muito triste, porque ella tinha perdido todos os seus filhos, e todos os seus netos.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar aquela moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar aquella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus irmãos, e com as minhas irmãs, e com os meus primos, e com as minhas primas, eu resolvi roubar quella moeda.

E eu, que era um menino muito feliz, e que vivia a brincar com os meus

You can download, read online, find more details of this full eBook O esqueleto: Romance by Camilo Castelo Branco from

And convert it to the AudioBook with any voice you like in our AI Voice AudioBook app.

Loading QR code...